sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Da série Cotidiano: Tem que viver, só isso


"Tem que viver...só isso"
Complexo! Ao menos pra mim, viver parece simples, comer, dormi, acordar. Trabalhar, constituir uma família, ter um emprego, ter um filho, escrever um livro, plantar uma árvore, ser feliz, ser amada, amar alguém, ter saúde.... UFA! É bem aí que está o nó, viver pra mim é uma coisa, dou valor a algumas coisas que o outro não dá, e por aí vai. Bom eu já plantei uma árvore, tive a sorte de ser filha da árvore, sou mãe, escrevi 4 livros até aqui, busco a felicidade nas coisas simples da vida, minha família sou eu e Anna, amo a vida acima de tudo, mas tenho medos sim, sou humana, atire a primeira pedra aquele ou aquela que não tema nada, que viva simplesmente adoidado, sem nenhuma crise, ainda que interna, sem nenhuma neurose, sem nenhuma dor, ainda que seja da alma. E é assim o viver pra mim, complexo, mas vivo a procura da felicidade, acredito nos meus sonhos, eles me movem, acredito nas pessoas, no amor, no afeto, na alegria e em tudo que nos leve a viver em plenitude, ainda que pra isso, não tenhamos só alegrias e dias felizes. Mas sigamos a correnteza, as águas são as mais sábias de todas, seguem seu fluxo, transpõem as barreiras silenciosamente, e seguem seu curso. Sou como as águas, intensa, firme e sigo em frente sempre. Viver é isso! 
Elaine Marcelina


Livros Mulheres Incríveis e As coisas simples da vida, em promoção!!!!

Conto com os amigues nessa campanha, pois estou com outro livro no forno, então se você já tem meus livros, indique para um amigo, ou compre para dar de presente, pode ainda compartilhar em sua rede. Posso contar com vocês? #Nóspornós #Ubuntu#Literaturanegrobrasileira #Escritoranegra

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Da série reflexão: No apagar das luzes...

 NO APAGAR DAS LUZES


Quando as cortinas do teatro se fecham, só resta a família. Sabe, quando já encenamos e atuamos nos diversos personagens que a vida nos dá, e que por vezes nos impõe? Pois é, aí as luzes do tablado se apagam, as cortinas se fecham e vamos tirar a maquiagem, e para nossa surpresa e alegria, quando as luzes do teatro se acendem, ainda tem lá um público fiel que nos acompanhou por toda a vida, em todas as temporadas, nos ajudou a decorar os textos, em dado momento nos ajudou até a construir e viver o personagem. Quem esta lá na primeira fileira é a nossa família. Que esta sempre lá, antes, durante e após o espetáculo, nos conduzindo no nosso maior espetáculo, a vida. E este público nós é que temos que aplaudir e de pé.

Elaine Marcelina

Dá série reflexão: Fazendo as malas...

                                                          FAZENDO AS MALAS

Estou de malas prontas para uma viajem nova, farei esta viajem durante 365 dias, o meio de transporte irá mudando conforme o destino, que mudará de tempo em tempo, ora irei a pé, ora de ônibus, metrô, trem, van, Kombi, talvez avião, navio ainda não, barca as vezes, catamarã e o trajeto será feito diariamente a cada amanhecer verei a rota que seguirei.
De volta na arrumação das malas, já coloquei umas 3 mudas de coragem, 3 pares de humildade, uma muda de fé, algumas ou melhor muitas mudas de paciência, há coragem não pode faltar, essa acho que tem que ser a primeira coisa a colocar na mala, porque uma viajem dessas requer coragem, coragem para seguir em frente, se alguns lugares por onde passar forem difíceis e você tiver que fazer uma parada, saiba que as vezes é necessário para que a viagem continue sem grandes imprevistos.
Sei que será o momento de me reinventar, esta viagem será minha chance de mudar a rota, seguir novos caminhos para chegar até o final dela, sem dores, preciso retirar o peso das outras viagens, sabe já fiz trinta e nove viagens dessas, este ano completarei a quadragésima viagem, só que desta vez é preciso muita cautela no caminho, sabedoria, paciência, ajuda, apoio, vida, fé, muita coisa, mas sei que o melhor da viagem esta nas pequenas coisas, nos detalhes, nas pessoas que as vezes embarcam com agente, que nos mostram varias formas de fazer esta viagem, porque já têm mais viagens que você e sabem alguns truques do caminho, como pegar alguns atalhos, porque a viagem é longa e você não pode desistir no caminho.
Acabei de fazer as malas, acho que estou levando o necessário para o primeiro mês, e vou refazendo a mala de acordo com a necessidade vai colocando ou tirando alguma coisa da mala. Da última viagem eu tirei um grande peso que carregava quase uma tonelada e agora estou um tantinho mais leve para iniciar a nova viagem. Desejo sorte e perseverança pra mim e para todos na nova viagem.


 Elaine Marcelina

Da série Reflexão: Repaginando...

 REPAGINANDO... REPENSANDO... REAVALIANDO

Os impasses da vida, as bolas divididas me fazem ir para cima, lutar por meus direitos, tentar ir driblando a bola até o gol, mesmo que a bola bata na trave, porque acho importante não parar no meio do campo, só porque o time esta perdendo, temos nosso potencial e até que o juiz apite o fim do jogo, os fins da prorrogação ainda têm tempo. Então foi assim desta forma que aprendi a levar a minha vida, mas em alguns momentos algumas atitudes nossas ou de outros conosco, nos faz parar para pensar se estamos certos, se sabemos lidar com os nãos da vida, ou será que a vida para nós tem que ser feitas de sim?
           Nos últimos dias venho passando por esta reflexão, até que ponto tenho que ir pra cima, Cavar o pênalti, Bater o pênalti fazer o gol e sair vencedora? Porque posso somente jogar em minha posição e as situações serão criadas em equipe, no coletivo, pois não posso pensar que levo o time nas costas, é loucura! Um time tem onze jogadores e na vida tem muitos jogadores, entretanto em determinadas partidas jogamos com alguns poucos deles em outras com mais, porém o que emparelha a vida com uma partida é que não acertamos sozinhos e também não perdemos sozinhos. Nós temos que ter fé no outro, acreditar que ela vai te passar a bola e você fará o gol e você também passará a bola para quem estiver em melhor posição. Diante deste panorama vamos as reflexões, as vezes nos sentimos depreciados, postos para trás em diversas situações desde a vez em uma fila, até a atenção de um ente querido ou na sociedade de uma forma geral por gênero, por etnia, por classe social e etc.
          Hoje comecei a pensar que nem sempre temos a razão em nossas reclamações, por vezes o atendente da loja realmente não te viu ou outra situação qualquer, que não o que você tem como certo, outra grande questão é quando alguém da família ou um amigo te diz não e aquilo virá um nó, mas para o outro foi só uma decisão simples, pelo ponto de vista dele, e nós algumas vezes fazemos disto um tragédia, ainda tem aquelas visitas deguarda compartilhada que sempre fogem ao nosso controle, e isso tem me feito pensar muito, primeiro damos muito valor as regras, aos combinados, sabendo que a vida é pulsante e tudo pode mudar, caso mude o mais importante não é a visita daquela semana, naquela hora que vai contar no fim da vida, o que vai contar é todo o resto, todo o comprometimento, todas as outras visitas que ocorreram sem problemas e mais o carinho, o amor, a dedicação, a atenção.
       Parar neste momento para reavaliar, fazer um balanço é importante, até porque não posso reescrever minha história, mas com toda certeza posso repensar meus valores, minhas idéias, meus “sim”, meus “nãos”, minha vida, de forma a viver, mas leve, sem tanto rigor com os horários, com as datas, com as pessoas, com os amigos, com a filha, com a família, com tudo e todos a minha volta, até porque não detemos o poder de conduzir tudo, com uma varinha de condão. Precisamos viver, sabendo ou aprendendo a conviver com o sim, com o não, com o talvez, com o até já, com o até logo, com o até breve.


 Elaine Marcelina

Da série reflexão: O medo da morte

O MEDO DA MORTE

Quem é a morte? Você a conhece? Quem a batizou? Sei que não se deve começar um texto com tantas indagações, porém o título já nos faz congelar, e você sabe por quê? Acho que irei abordar uma questão que vem me afligindo a cerca de mais ou menos um mês e ontem conversando com um amigo ele me disse:
_ Não sei te responder se tenho medo da morte, mas sei de uma coisa, qualquer um pode morrer, ter um infarto de repente, ser atropelado, uma bala perdida, enfim, não só quem está enfermo.
E aí parece que o mundo se abriu novamente diante de meus olhos, porque vou confessar uma coisa a vocês, até o momento desta conversa, eu achava que poderia bater de frente com a morte a qualquer momento, e comecei a fantasiar tudo, como seria, e o enterro, e minha filha, com quem ficaria, aí fui mais longe, já que estou prestes a morrer vou escrever meu obituário, e as loucuras diante da possibilidade de morrer não paravam, pensava, será que irei ao meu enterro, e meu espírito dormirá junto com meu corpo, ou irar vagar por aí, e se eu descobrir que acabou e pronto, não tem vida após a morte. Diante de tudo isso o diálogo me fez muito bem, e acordei hoje com vontade de viver até que a morte chegue, não posso viver pensando nisso, se não acho que ela largará seus afazeres e virá até mim antes do tempo. Bom quando nos entendemos por gente e ficamos sabendo o que é a morte, claro não queremos morrer mesmo sabendo que é a única certeza que temos na vida, e começamos a viver do jeito que dá, depois do jeito que queremos e quando recebemos a noticia de que estamos doente passamos a viver assombrados, pensando que tudo irá acabar num passe de mágicas, mas não é assim, acredito que tudo tem seu tempo, até a morte, vai chegar no tempo certo. E agora, passada essa vontade de escrever meu obituário, e de encontrar a morte ao abrir a porta ou no banheiro, enfim, resolvi viver com responsabilidade e qualidade, uma vida saudável, talvez tardiamente, mas o importante é que estou mudando o meu cardápio, meus conceitos, minha alimentação e só falta acabar com o sedentarismo, aí acho que o restante será a vida que se encarregará, pois se eu morrer amanhã, vivi hoje com qualidade e se morrer daqui há alguns anos vou ver o quanto é possível mudar em qualquer fase da vida, basta querer. Agora quanto ao medo de morrer esse é comum em muitas pessoas doentes ou não, algumas pessoas não estão doentes, mais nem saem de casa por conta das mortes e violência mostradas no noticiário, então a morte é algo que está no imaginário, assim como o medo e quando se juntam piora a situação. Convido todos a refletirem seus medos, a morte e a vida, e o quanto gosta de viver a partir daí, dependendo da sua vontade de viver será o seu combustível para superar as mazelas da vida, que por vezes culminam na morte.

Elaine Marcelina





Da série reflexão: Como carregar o piano?

                                            COMO CARREGAR O PIANO?

Ontem me vi numa situação inusitada, piriquitante, e me veio o pensamento de estar carregando um fardo, um peso enorme, um piano, podem pensar porque um piano? Porque não sei dizer, só sei que já ouvi esse termo e se encaixa perfeitamente nesta situação, ufa!! Como carregar o piano? Como tirá-lo do lugar? Sozinha, nem pensar! Foi quando vi a resposta, bem a minha frente, ou ao meu redor, sei lá. Nesta fase nova de minha vida estou tendo a ajuda de várias pessoas, sendo que algumas colocam a mão no piano e tentam carregá-lo comigo, outras não, elas, param, olham, olham e arriscam um palpite, tipo “se você segurar na calda, acho que consegue carregá-lo melhor” e seguem seu caminho, outras dizem “este piano é bem leve, né?” E eu ali me arrebentando, tentando não cair, me equilibrando com o piano nas costas, a espera de um milagre, do tipo, cheguei ao fim da linha, já posso largar o piano, consegui, venci, enfim tudo isso passa pela minha cabeça neste momento, enquanto tento esboçar um sorriso, no decorrer da conversa, porque o piano ainda está lá, bem nas minhas costas e existe uma pessoa incansável, que tem revezado comigo este peso, este fardo, este piano, essa pessoa é minha mãe, mesmo a trancos e barrancos tem me ajudado como pode neste trajeto que venho seguindo a cerca de 45 dias. Vou conseguir deixar este piano no local certo e na hora certa e sei que quando o fizer, sairei dali com mais experiência, fortalecida, mais madura, não sei se menos dura com a vida, mas vou tentar não deixar este peso me endurecer mais do que já sou, vou tentar ser leve ao final e tirar deste piano as notas mais suaves para seguir minha caminhada, e quando pensar no período em que o carreguei, pensarei também no som que ele emitia e talvez fosse este som que me fizesse agüentar o peso e não desistir, confesso que por muitas vezes pensava “Meu Deus! Não tenho mais forças! E respirava fundo e buscava aquele sopro, aquele fôlego que pensamos ser o último, mais ainda bem que não é, anda estou carregando o piano, mas consegui escrever e isso me da um gás para conseguir suportar por mais um tempo. Então para carregar o piano, seja firme, não desista, não fique iludido quando pararem perto de ti, pois nem sempre é apara ajudá-lo, tenha coragem e perceba quem de fato está segurando piano com você, tente se equilibrar e não ter mais que carregar o piano em sua trajetória, mas se for inevitável, jamais esqueça as lições que aprendeu enquanto o carregava pela primeira vez, e por fim nada é eterno, tudo tem início, meio e fim.

 Elaine Marcelina

Da série Cotidiano: Tem que viver, só isso

"Tem que viver...só isso" Complexo! Ao menos pra mim, viver parece simples, comer, dormi, acordar. Trabalhar, constituir uma f...